Um colega nosso muito gente boa postou nosso post "Fasciochavismo" no site do CMI, que agora não esconde mais ser um órgão do ministério da propaganda da Venezuela. Como seria de se esperar, uns caras ficaram meio brabos. Pra quem quiser ler o debate em altíssimo nível (tenho certeza de que serão multidões), é só olhar aqui.
Essa é pra você que achava que depois de Chiapas não tinha nada mais besta pros caras do Indimedya apoiarem.
Thursday, May 31, 2007
Tuesday, May 29, 2007
Fasciochavismo em Construção
Pode-se discutir se Chávez teria debandado para o facismo se não tivesse sofrido a tentativa de golpe da triste direita venezuelana. Do que não se pode mais duvidar é que seu governo caminha para o autoritarismo a passos largos, e a constituição de um regime facista em solo latino-americano é um retrocesso contra o qual a esquerda deve lutar.
Até agora Chávez conseguiu comprar seu apoio social usando a renda do petróleo, que, graças à explosão de consumo da China e à guerra do Iraque, subiu de preço nos últimos anos. À medida, porém, que o preço do petróleo tende a cair, e já se fala de sua substituição parcial pelo etanol, Chávez sabe que a oposição a seu governo tende a crescer.
Para se prevenir contra isso, iniciou uma acelerada marcha para o facismo, simbolizada por três de suas medidas recentes:
1) O fechamento da RCTV, que fazia oposição ao governo. Não tenho a menor dúvida de que a RCTV deve ser politicamente horrorosa, mas o teste do defensor da democracia é saber se lhe basta, do ponto da vista da lei, que a imprensa seja livre; se ele precisar que a lei faça ela ser justa, algo está errado.
2) A proposta de anexação dos partidos menores do regime chavista em um mega-partido totalitário como o Ba'ath de Saddam.
3) Os elogios ao combate à criminalidade em Cuba, e a sugestão da criação de milícias cidadãs para combater o crime. Ora, as milícias bolivarianas jamais poderiam enfrentar gangues de criminosos (a não ser que fossem totalmente militarizadas, como a SS ou a SR dos nazistas), mas podem muito bem caçar dissidentes do regime.
Um sujeito de direita pode achar que isso é problema dos Venezuelanos, mas onde está a esquerda internacionalista? É deprimente admitir, mas se divide entre os que apóiam Chávez com maior ou menor entusiasmo, e os que acham que Chávez, como o fundamentalismo islâmico, pode ser horroroso, mas ao menos se opõe ao "Império" (utilização muito vagabunda do livro de Hardt e Negri).
É urgente que a esquerda latino-americana se levante contra a marcha da Venezuela para o autoritarismo, que, como a história não se cansa de mostrar, pode até se apoiar sobre os trabalhadores para chegar ao poder, mas, cedo ou tarde, os explora com ainda mais impiedade que o capitalismo liberal, assassina os sindicalistas independentes, e, pouco tempo depois, privatiza as empresas nacionalizadas para seus próprios asseclas (no caso, os famosos "boliburgueses", burgueses bolivarianos).
Até agora Chávez conseguiu comprar seu apoio social usando a renda do petróleo, que, graças à explosão de consumo da China e à guerra do Iraque, subiu de preço nos últimos anos. À medida, porém, que o preço do petróleo tende a cair, e já se fala de sua substituição parcial pelo etanol, Chávez sabe que a oposição a seu governo tende a crescer.
Para se prevenir contra isso, iniciou uma acelerada marcha para o facismo, simbolizada por três de suas medidas recentes:
1) O fechamento da RCTV, que fazia oposição ao governo. Não tenho a menor dúvida de que a RCTV deve ser politicamente horrorosa, mas o teste do defensor da democracia é saber se lhe basta, do ponto da vista da lei, que a imprensa seja livre; se ele precisar que a lei faça ela ser justa, algo está errado.
2) A proposta de anexação dos partidos menores do regime chavista em um mega-partido totalitário como o Ba'ath de Saddam.
3) Os elogios ao combate à criminalidade em Cuba, e a sugestão da criação de milícias cidadãs para combater o crime. Ora, as milícias bolivarianas jamais poderiam enfrentar gangues de criminosos (a não ser que fossem totalmente militarizadas, como a SS ou a SR dos nazistas), mas podem muito bem caçar dissidentes do regime.
Um sujeito de direita pode achar que isso é problema dos Venezuelanos, mas onde está a esquerda internacionalista? É deprimente admitir, mas se divide entre os que apóiam Chávez com maior ou menor entusiasmo, e os que acham que Chávez, como o fundamentalismo islâmico, pode ser horroroso, mas ao menos se opõe ao "Império" (utilização muito vagabunda do livro de Hardt e Negri).
É urgente que a esquerda latino-americana se levante contra a marcha da Venezuela para o autoritarismo, que, como a história não se cansa de mostrar, pode até se apoiar sobre os trabalhadores para chegar ao poder, mas, cedo ou tarde, os explora com ainda mais impiedade que o capitalismo liberal, assassina os sindicalistas independentes, e, pouco tempo depois, privatiza as empresas nacionalizadas para seus próprios asseclas (no caso, os famosos "boliburgueses", burgueses bolivarianos).
Que beleza
Vejam só essa que saiu no blog do Dr. ABC: dois gêmeos idênticos concorreram a vagas por cota racial: um ganhou, o outro não. Parece coisa do Kibe Loco, mas não.
Reencarna um merda
Pois é, alegria de esquerdista dura pouco. Foi só a gente começar a comemorar a morte desse merda que ele agora reencarnou, na Polônia, e voltou a perseguir seu velho nêmesis, o Tinky Winky. Trata-se, sem dúvida, do mesmo fenômeno que ocorreu com a nega do Bezerra da Silva, tão bem narrado pelo bardo nos versos que se seguem, da imortal composição "Pode acreditar em mim":
Mas eu mandei minha nêga pro inferno
O diabo não quis aceitar
Eu mandei minha nêga pro inferno
O diabo não quis aceitar
Ele me mandou a crioula de volta
Dizendo que lá não era seu lugar
Me mandou a crioula de volta
Dizendo que lá não era seu lugar
Olha que o bicho muito injuriado
Com a minha crioula não quis brincadeira
Disse que ela me deu muitas voltas
E a ele enganou com a peneira
Mandou um bilhete por ela
Para mim escrito assim:
Essa sua mulher não é flor que se cheire, malandro
Pode acreditar em mim
Refrão
Eu mandei jogar ela dentro do fogo
E o fogo me pediu chorando:
Você vê se tira essa mulher daqui
Porque ela está me queimando
O diabo ficou nervoso
dizendoIsso aqui jamais aconteceu
Só mandei sua mulher de volta, amizade
Porque ela é pior do que eu
Detalhe: a medida é apenas uma dos vários sinais de homofobia por parte dos gêmeos que governam a Polônia como ultra-reacionários. A emergência do ultra-reacionarismo no Leste é uma consequência tanto do refluxo do igualitarismo depois do fim do comunismo quanto do fato de que os regimes comunistas eram frequentemente moralistas, e por vezes anti-semitas, ainda que de maneira mais ou menos velada. Vamos esperar que se façam ouvir as vozes dos grandes intelectuais dissidentes que a Polônia produziu.
Mas eu mandei minha nêga pro inferno
O diabo não quis aceitar
Eu mandei minha nêga pro inferno
O diabo não quis aceitar
Ele me mandou a crioula de volta
Dizendo que lá não era seu lugar
Me mandou a crioula de volta
Dizendo que lá não era seu lugar
Olha que o bicho muito injuriado
Com a minha crioula não quis brincadeira
Disse que ela me deu muitas voltas
E a ele enganou com a peneira
Mandou um bilhete por ela
Para mim escrito assim:
Essa sua mulher não é flor que se cheire, malandro
Pode acreditar em mim
Refrão
Eu mandei jogar ela dentro do fogo
E o fogo me pediu chorando:
Você vê se tira essa mulher daqui
Porque ela está me queimando
O diabo ficou nervoso
dizendoIsso aqui jamais aconteceu
Só mandei sua mulher de volta, amizade
Porque ela é pior do que eu
Detalhe: a medida é apenas uma dos vários sinais de homofobia por parte dos gêmeos que governam a Polônia como ultra-reacionários. A emergência do ultra-reacionarismo no Leste é uma consequência tanto do refluxo do igualitarismo depois do fim do comunismo quanto do fato de que os regimes comunistas eram frequentemente moralistas, e por vezes anti-semitas, ainda que de maneira mais ou menos velada. Vamos esperar que se façam ouvir as vozes dos grandes intelectuais dissidentes que a Polônia produziu.
Monday, May 28, 2007
Novo Bagehot
A The Economist está se despedindo de seu Bagehot, e terá um novo Bagehot na próxima edição. Para quem não acompanha (vê se acompanha aí, mané!) a The Economist, a Bagehot é a coluna semanal sobre política inglesa, e tem sempre um colunista fixo e anônimo - na The Economist, nenhuma matéria é assinada, todas são da responsabilidade do editor. Além dos Bagehots, os outros colunistas fixos são o Lexington (política americana) e o Charlemagne (política européia). O anonimato é meio esquisito: por exemplo, embora não saibamos qual o nome do Bagehot que está saindo, a última coluna tem uma caricatura dele ao lado do Blair. Se não me engano, o atual editor da revista era um Lexington (e autor de um belo livro sobre a direita americana, que vai ser resenhado aqui qualquer hora).
Em tempo: o nome do Bagehot vem do lendário Walter Bagehot, segundo editor da The Economist (genro do fundador), autor de um clássico, "The English Constitution", e, suprema realização, nascido na mesma data que eu.
Em tempo: o nome do Bagehot vem do lendário Walter Bagehot, segundo editor da The Economist (genro do fundador), autor de um clássico, "The English Constitution", e, suprema realização, nascido na mesma data que eu.
RCTV na Web
A RCTV, que Chávez, em rápida progressão para o facismo, fechou, vai agora transmitir pela web. Cá entre nós, a RCTV deve ser uma merda, mas eu vou assistir de vez em quando só pra dar audiência e encher o saco do Chávez.
Ofensiva Nazi na Rússia
Ontem houve uma passeata gay em Moscou. Beleza, sinal que a democracia está se enraizando na Rússia, certo? Só que um grupo neo-nazi invadiu a passeata e deu porrada em todo mundo. Até aí, é uma merda, mas indicaria apenas que uma franja radical da direita russa precisa ser contida. O problema maior é que a polícia apareceu, prendeu OS MANIFESTANTES, e deixou os nazistas irem embora.
O prefeito de Moscou, o vagabundo do Luzhkov, é uma daquelas figuras espetaculares da transição Russa que, como vocês podem imaginar, não empobreceu nada desde 1992, quando transformou Moscou em um feudo da sua turma. Andou se engraçando de virar presidente, mas, quando o Putin olhou feio pra ele, ele mostrou que realmente é macho pra cacete, calou a boca, achou bonito calar a boca, e achou mais bonito ainda calar a boca por ter sido o Putin que mandou ele calar a boca. O protesto aconteceu porque o merdinha havia proibido uma passeata do orgulho gay em Moscou, e dito que a proposta era "satânica".
O prefeito de Moscou, o vagabundo do Luzhkov, é uma daquelas figuras espetaculares da transição Russa que, como vocês podem imaginar, não empobreceu nada desde 1992, quando transformou Moscou em um feudo da sua turma. Andou se engraçando de virar presidente, mas, quando o Putin olhou feio pra ele, ele mostrou que realmente é macho pra cacete, calou a boca, achou bonito calar a boca, e achou mais bonito ainda calar a boca por ter sido o Putin que mandou ele calar a boca. O protesto aconteceu porque o merdinha havia proibido uma passeata do orgulho gay em Moscou, e dito que a proposta era "satânica".
Governo e Congresso
E, a propósito, aproveitamos o boletim do CM de hoje para reclamar de uma besteira que se diz com certa frequência. Com a palavra, o progenitor do Rodriguinho:
"O Lula já declarou várias vezes que é o Congresso que não aprova as reformas, etc... Mas se 90% das leis aprovadas são da iniciativa e interesse do executivo, porque não apresenta as leis das tais reformas? ."
Se o CM tivesse feito o curso de Ciência Política I, teria lido "Power" do Steven Lukes. O raciocínio do CM se baseia na visão mais elementar do que é o poder: vendo quem ganha quando há um embate. Quando o governo apresenta projeto, ganha. Logo, o governo é mais poderoso que o Congresso.
Esse método é muito falho, porque os agentes racionais calculam antes de ir pro pau se vão ganhar ou não. Se o governo conta os votos que tem e vê que vai perder a votação, ele não manda o projeto. Se ele só manda quando vai ganhar, não impressiona que ganhe sempre que manda.
O poder não é só quem ganha o embate que efetivamente ocorre, é também quem consegue que seus adversários nem comecem a briga, e, principalmente (vide Gramsci) quem consegue definir os termos do debate.
A propósito, é impressionante o quanto o Ex-Blog caiu de qualidade depois da eleição.
"O Lula já declarou várias vezes que é o Congresso que não aprova as reformas, etc... Mas se 90% das leis aprovadas são da iniciativa e interesse do executivo, porque não apresenta as leis das tais reformas? ."
Se o CM tivesse feito o curso de Ciência Política I, teria lido "Power" do Steven Lukes. O raciocínio do CM se baseia na visão mais elementar do que é o poder: vendo quem ganha quando há um embate. Quando o governo apresenta projeto, ganha. Logo, o governo é mais poderoso que o Congresso.
Esse método é muito falho, porque os agentes racionais calculam antes de ir pro pau se vão ganhar ou não. Se o governo conta os votos que tem e vê que vai perder a votação, ele não manda o projeto. Se ele só manda quando vai ganhar, não impressiona que ganhe sempre que manda.
O poder não é só quem ganha o embate que efetivamente ocorre, é também quem consegue que seus adversários nem comecem a briga, e, principalmente (vide Gramsci) quem consegue definir os termos do debate.
A propósito, é impressionante o quanto o Ex-Blog caiu de qualidade depois da eleição.
César Maia apavorado
A prova de que essa operação navalha é, finalmente, um corte nos fluxos grandes de corrupção, é que todo mundo no mundo político, no supremo, e, obviamente, no blog do César Maia, está reclamando da utilização política das denúncias de corrupção (quem quiser ver o picareta do Dirceu aproveitando para tirar uma casquinha, veja aqui). Hoje o CM está tentando desviar o foco dizendo que tudo não passa de uma operação do PT para queimar o Renan vazando para a Veja. Visto que quem vaza para a Veja é a oposição, a jogada é meio ruinzinha, e não deve enganar ninguém.
Mas o interessante é que esse aí, sim, é o caminho da grande corrupção - obras públicas. Fica aqui nosso apoio à PF.
Mas o interessante é que esse aí, sim, é o caminho da grande corrupção - obras públicas. Fica aqui nosso apoio à PF.
Friday, May 25, 2007
Eleição nos EUA
A última eleição dos EUA foi a mais medíocre do século XX, com dois candidatos que não seriam aceitos para presidente do Volta Redonda. Em compensação, essa promete ser excelente: dos dois lados (Hillary e Obama, McCain e Giuliani) os candidatos são bem acima da média. Naturalmente, prefiro Hillary ou Obama, mas os Republicanos também são bem acima do nível dos seus últimos representantes (ah, bom).
Hillary provavelmente seria a melhor presidente. Tem um talento espetacular, e conseguiu sair da sombra do marido, o que não seria nada de mais se o marido não fosse uma das maiores lideranças mundiais do final do século XX (É ele ou o Blair). E é mais "battle-hardened" que o Obama: já apanhou, já aprendeu, amadureceu, enfim, provavelmente está no ponto para a presidência. Mas a malta de vagabundos da direita americana a odeia sobre todas as coisas: acham que ela é o Maio de 68 francês reencarnado. O merdinha que morreu semana passada (e que já está, portanto, há uma semana sendo sodomizado por Belzebu) dizia, por exemplo, que votaria no demônio, mas não em Hillary (felizmente, o Bush não pode concorrer de novo). Ou seja, Hillary talvez fosse melhor presidente, mas não sei se seria eleita.
Já o Obama não tem o que melhorar como candidato. A questão é o que ele seria como presidente. Meu medo com relaçao ao Obama é que ele é um candidato tão bom que não importa o quão bom fosse seu governo, frustraria as expectativas. Vantagem: tem mais chances de ganhar.
O problema dos republicanos é que, por melhores que sejam, acabam tendo que ajoelhar pra essa turma do merdinha que está faz uma semana sendo sodomizado por Belzebu. McCain, o melhor republicano dos últimos vinte anos, foi dar palestra na universidade do merdinha que está a uma semana sendo sodomizado por Belzebu. Giuliani já falou que apóia a tortura. Enfim.
Hillary provavelmente seria a melhor presidente. Tem um talento espetacular, e conseguiu sair da sombra do marido, o que não seria nada de mais se o marido não fosse uma das maiores lideranças mundiais do final do século XX (É ele ou o Blair). E é mais "battle-hardened" que o Obama: já apanhou, já aprendeu, amadureceu, enfim, provavelmente está no ponto para a presidência. Mas a malta de vagabundos da direita americana a odeia sobre todas as coisas: acham que ela é o Maio de 68 francês reencarnado. O merdinha que morreu semana passada (e que já está, portanto, há uma semana sendo sodomizado por Belzebu) dizia, por exemplo, que votaria no demônio, mas não em Hillary (felizmente, o Bush não pode concorrer de novo). Ou seja, Hillary talvez fosse melhor presidente, mas não sei se seria eleita.
Já o Obama não tem o que melhorar como candidato. A questão é o que ele seria como presidente. Meu medo com relaçao ao Obama é que ele é um candidato tão bom que não importa o quão bom fosse seu governo, frustraria as expectativas. Vantagem: tem mais chances de ganhar.
O problema dos republicanos é que, por melhores que sejam, acabam tendo que ajoelhar pra essa turma do merdinha que está faz uma semana sendo sodomizado por Belzebu. McCain, o melhor republicano dos últimos vinte anos, foi dar palestra na universidade do merdinha que está a uma semana sendo sodomizado por Belzebu. Giuliani já falou que apóia a tortura. Enfim.
É oficial: perdi o fio da meada
The Other Place agora tem o primeiro prefeito transexual, um cara que virou mulher. Até aí beleza. Não tenho absolutamente nenhum preconceito contra o homossexualismo. E, embora ache meio esquisito o cara mudar de sexo, também acho tudo uma beleza, tranquilo, cada qual é cada qual. O que me assusta nessa história é que a dona em questão é casada com outro transexual. Se fosse um transexual "mulher que virou homem", seria já meio estranho, mas também tava tudo beleza: sujeito que gosta de homem vira mulher e encontra dona que gosta de mulher e vira homem. Faz sentido. É meio complicado, mas faz sentido.
O que realmente entortou minha cabeça é que o cara que virou mulher casou com OUTRO CARA QUE VIROU MULHER. Ou seja: o cara virou mulher pra poder ser lésbica. Porra, malando, se tu gostava de mulher, porque não ficou onde estava? Cidade Universitária só tem maluco.
Deixo claro que não tenho nada contra as duas donas, e, aliás, até as admiro pela coragem de serem diferentes. Mas confesso que não estou entendendo mais porra nenhuma.
Tô ficando velho
O que realmente entortou minha cabeça é que o cara que virou mulher casou com OUTRO CARA QUE VIROU MULHER. Ou seja: o cara virou mulher pra poder ser lésbica. Porra, malando, se tu gostava de mulher, porque não ficou onde estava? Cidade Universitária só tem maluco.
Deixo claro que não tenho nada contra as duas donas, e, aliás, até as admiro pela coragem de serem diferentes. Mas confesso que não estou entendendo mais porra nenhuma.
Tô ficando velho
Thursday, May 24, 2007
Guiness com Trevo de Quatro Folhas

Inspirado nesse post da Paulinha, segue a foto da Guiness com trevo de quatro folhas desenhado na espuma, prova de que a espuma está densa como deve ser.
Livro Legal: "Sobre Cigarras e Formigas", do Palocci

Naturalmente, nenhuma das pessoas bem informadas que lêem esse blog vai comprar esse livro por causa da historinha, que todo mundo conhece. Por isso vamos destacar alguns pontos que parecem interessantes (além do trecho sobre a Agenda Perdida, já comentado):
1) Suspeito que o Brasil tenha dado uma sorte na sua política econômica (alguma hora tinha que acontecer) quando teve, em seguida, Armínio Fraga e Antonio Palocci como czares sucessivos da economia. O nível intelectual e político dos dois é muito superior ao da média nacional (ahhh bom).
2) Palocci é sinceramente convertido à moderação econômica. O livro é, antes de mais nada, um manifesto pelas reformas de mercado, tanto as "de sempre" (trabalhista, das agências de regulação, da previdência, etc.) quanto, com especial entusiasmo, da agenda microeconômica (melhoria do ambiente de negócios, desburocratização, melhoria do acesso ao crédito, etc.). Defende a proposta do esforço fiscal de longo prazo, e a cita, inclusive, como uma das causas de seu enfraquecimento político (o fogo amigo). Sugere que, em algum momento, o Brasil considere abrir mais sua economia como forma de conseguir acesso a mercados internacionais. No final do livro, e, na minha opinião, sem a ênfase que me pareceria adequada, se refere à necessidade de uma política de inovação.
Mais: em vários momentos, enfatiza que uma das virtudes de sua gestão foi a ausência de medidas "heterodoxas", e expressa sua admiração por grandes economistas (alguns mais, outros menos) mainstream. Especialmente interessante é sua discordância com Marco Aurélio Garcia, que defendia a política econômica, mas sugeria que ela fosse apresentada como reação necessária às besteiras do governo anterior. Palocci não nega que houve besteiras no governo anterior, mas afirma que a moderação econômica é boa e pronto, de qualquer maneira.
3) Ninguém deve esperar grandes polêmicas, pois Palocci é patologicamente diplomático, o que, no sistema político brasileiro, é, sem dúvida, um progresso. Mas fica a impressão de que seu grande crítico dentro do governo não foi o Dirceu, como se pensava, mas o Mercadante.
4) Interessante o episódio da negociação com o Gordon Brown sobre ajuda internacional. Há várias histórias interessantes como essa.
5) Sobre o episódio da queda do caseiro: o argumento é bem construído para mostrar que as denúncias eram motivadas politicamente. Começaram exatamente quando saiu a primeira pesquisa com a recuperação de Lula. Palocci diz que uma grande figura da política nacional (não identificada) o chamou em casa e disse que, em uma reunião, PSDB e PFL resolveram que a única forma de deter a nova ascensão de Lula era ir atrás dele. Mostra que as acusações do caseiro eram fracas (em várias das datas que o caseiro disse que ele foi à casa dos caras de Ribeirão Preto, ele estava em viagem internacional) e até aí está tudo beleza.
6) O problema, naturalmente, que, a meu ver, justificou sua queda, foi a quebra de sigilo, imperdoável. Nessa hora, Palocci, em duas páginas, afirma que não quebrou o sigilo nem vazou a notícia, mas diz que acha que quem fez isso fez para ajudá-lo, e portanto, pede desculpas e assume "responsabilidade política". Enfim.
Nós aqui continuamos onde sempre estivemos: o Palocci foi um salto qualitativo na gestão de esquerda brasileira, que, aparentemente, não deixa sucessores.
Ocupação de Tucuruí (CTRL + C + > Dr. ABC)
Copiado na maior (CTRL + C + >) do Dr. ABC:
"Mas o que eu achei mesmo um ABSURDO foi os caras do MST, da Via Campesina e do Movimento dos Atingidos por Barragens (???) terem invadido a segunda maior geradora de energia do país, Tucuruí. Até agora eles estão na sala de controle, tendo expulsado todos os técnicos da Eletronorte do local.
Quem já trabalhou com ou tem o mínimo conhecimento de eletricidade, sabe o quão arriscado é fazer isso. Os técnicos ficam lá o dia inteiro analisando os indicadores, verificando constantemente a voltagem, medindo hora após hora o funcionamento da usina. Agora, ninguém está fazendo isso. Mas pior: e se alguma criança xereta ou adulto idiota resolver meter um dedo num daqueles vários botões? A USINA PODE PARAR DE FUNCIONAR, e aí o Norte e o Nordeste do Brasil ficarão sem energia.
O que eles querem? O caos? Isso não é protesto, é irresponsabilidade. Que os líderes do movimento saiam logo dali. Se acontecer alguma merda, a população ficará contra eles, e com razão. E aí, se houver alguma justiça no protesto, ela irá por água abaixo..."
"Mas o que eu achei mesmo um ABSURDO foi os caras do MST, da Via Campesina e do Movimento dos Atingidos por Barragens (???) terem invadido a segunda maior geradora de energia do país, Tucuruí. Até agora eles estão na sala de controle, tendo expulsado todos os técnicos da Eletronorte do local.
Quem já trabalhou com ou tem o mínimo conhecimento de eletricidade, sabe o quão arriscado é fazer isso. Os técnicos ficam lá o dia inteiro analisando os indicadores, verificando constantemente a voltagem, medindo hora após hora o funcionamento da usina. Agora, ninguém está fazendo isso. Mas pior: e se alguma criança xereta ou adulto idiota resolver meter um dedo num daqueles vários botões? A USINA PODE PARAR DE FUNCIONAR, e aí o Norte e o Nordeste do Brasil ficarão sem energia.
O que eles querem? O caos? Isso não é protesto, é irresponsabilidade. Que os líderes do movimento saiam logo dali. Se acontecer alguma merda, a população ficará contra eles, e com razão. E aí, se houver alguma justiça no protesto, ela irá por água abaixo..."
Wednesday, May 23, 2007
Giddens
O nosso velho chapa Tony Giddens, aconselha o Sarkozy a fazer as reformas trabalhistas necessárias, mas sem acabar com os programas sociais. Afinal, OUÇAM AQUI TURMA QUE ACHA QUE A SOCIAL-DEMOCRACIA MORREU, os países escandinavos, nos últimos anos, tiveram índices de crescimento, E DE CRESCIMENTO DE PRODUTIVIDADE, semelhantes aos dos EUA.
Parem Tudo!
O Partido Socialista da Malásia (através de seu líder Choo Chon Kai) acaba de declarar apoio à ocupação da USP, a crer no blog da ocupação.
Como disse o Felipe, agora vai!
Como disse o Felipe, agora vai!
Bingo!
Estamos lendo "Sobre Formigas e Cigarras" (titulozinho miserável), do Palocci. Vocês já deviam estar estranhando a gente não ter comentado, visto que já declaramos mais de uma vez que naufragaríamos como os últimos paloccistas. Quando acabar o livro escrevo mais, mas não pude deixar de comentar que o Pallocci admite com todas as letras que sua gestão foi inspirada pelo Agenda Perdida, como já adiantado aqui faz um tempão. Achei interessante que o documento tenha sido apresentado a ele pelo Armínio Fraga (sempre achei que tinha sido pelo Ciro, para quem a primeira versão do documento foi escrita originalmente).
Tuesday, May 22, 2007
Fichamento On-Line: What Should the Left Propose? (Cap.8)
Nesse Capítulo, Unger dá suas sugestões para os Estados Unidos, o lugar onde ele morou esse tempo todo.
Os EUA são a maior potência do mundo, mas está fora de sintonia com os debates do resto do planeta (ao contrário do que acontecia no século XIX, quando os grandes embates da Europa se irradiavam pelo mundo afora). Entretanto, os EUA são fundamentais para o futuro da esquerda porque a grande religião da humanidade atualmente é um ideal de humanidade que é mais forte nos EUA: é o ideal, encontrável em toda a cultura popular, do indivíduo que rompe com os constrangimentos de seu contexto social e constrói a si mesmo, não apenas do ponto de vista econômico, mas do ponto de vista da história de sua personalidade. O ser humano, portanto, deve preferir formas de convivência que diminuam o preço de servidão, exploração e baixeza que se deve pagar para viver em comunidade.
É esse ideal de humanidade que deve embasar a esquerda do futuro, mas isso coloca um problema: como os EUA, que mais do que ninguém se identificam com esses ideais, podem, ao mesmo tempo, não ter esquerda?
É porque esse ideal, nos EUA, é pervertido por alguns mitos:
1) O mito de que os EUA, na sua origem, descobriram a fórmula da boa sociedade, e que daí em diante as instituições não precisam mudar. Ora, os grandes momentos de dinamização dos EUA foram a Guerra de Independência, a Guerra Civil e a Grande Depressão/Segunda Guerra/New Deal. Esse fetishismo institucional impede que os EUA realizem o sonho que eles fizeram o mundo todo sonhar: a possibilidade do "little guy" (qualquer mané) ser senhor da própria vida, ideal que era bastante concreto no começo do século XIX, quando 9 em cada 10 homens brancos não tinham patrão.
2) O mito de que é possível ao indivíduo se construir e crescer sem depender da solidariedade social (o ideal de pequenos Napoleões que coroam a si mesmos). Daí vêm alguns problemas dos norte-americanos, como a preferência por um meio-termo entre a intimidade e o distanciamento, sua oscilação entre individualismo extremo e coletivismo extremo [fundamentalismo religioso?], e sua necessidade de negar qualquer demonstração de fragilidade e dependência.
Isso não quer dizer que os norte-americanos não tenham sido singularmente capazes de cooperar nas mais diferentes situações e (ver capítulos anteriores) serem bem-sucedidos de diferentes formas, com o livre-mercado tanto quanto com o dirigismo econômico da época da guerra.
O que falta é um equivalente do New Deal Rooseveltiano. E entre as coisas que impedem que isso aconteça está a herança da Guerra à Pobreza, do Lyndon Johnson, nos anos 60, que definiu a pobreza como um segmento demográfico específico. A segregação racial foi definida como o mal supremo, e as políticas de ação afirmativa alienaram muitos setores sociais que poderiam apoiar políticas de esquerda. E, para colaborar, a esquerda fez três besteiras:
1 - Tentar judicializar a política [imagino que se refira ao Roe vs. Wade, processo em que o aborto foi legalizado por decisão da suprema corte]
2 - Tentar impor a agenda modernista das minorias urbanas - em especial a legalização do aborto - ao conjunto da federação. A decisão sobre o aborto deveria ser deixada para os Estados, e as mulheres pobres que quisessem abortar, mas vivessem em Estados onde isso fosse proibido, deveriam poder contar com transporte gratuito para outros Estados.
3 - Aceitar a ortodoxia econômica, ao invés de usar o esforço fiscal necessário para propor novas alternativas econômicas [economizar o máximo para poder gastar em outras coisas, ver abaixo]
Houve quatro abordagens de combate da desigualdade racial: (a) a integração dos negros livres em posições subordinadas, mas seguras, do sistema - como pequenos burgueses, (b) o separatismo negro, uma palhaçada miserável [frase nossa] que, apesar do blábláblá, acaba levando ao mesmo isolacionismo subordinado do item anterior, (c) a ação afirmativa, que produziu ganhos importantes, mas separou as lideranças negras potenciais de sua base, gerou hostilidade dos trabalhadores brancos, e beneficiou muito pouco a "underclass" negra, que mais precisava de ajuda. Além disso, a opção preferida é (d) tratar o problema da raça pelo problema da classe, e resolver o da raça através do combate à pobreza (que tende a ser negra). Naturalmente, expressões claras de racismo devem ser criminalizadas de qualquer maneira.
Segue o núcleo do programa, o mesmo dos dois capítulos anteriores: imposto sobre consumo, alta taxação, alta taxa de poupança + aproximação com o investimento, uma série de agências promovendo a inovação organizacional e tecnológica e competindo entre si, etc., mas as medidas já expostas para fortalecer o trabalho. Especial atenção deve ser dada ao fortalecimento do setor voluntário da economia, tradicionalmente muito forte nos EUA, mas em declínio. Esse setor deve ser fortalecido com o direcionamento de parte das deduções fiscais de caridade para fundos de apoio aos necessitados (independentes do governo), bem como da idéia de que todo cidadão saudável deve participar da ajuda aos necessitados pessoalmente. E, finalmente, a política deve se tornar mais flexível, sem o culto exagerado da constituição, e com a possibilidade de plebiscitos para resolver impasses entre poderes (bem como outras formas de acelerar a mudança democrática).
Essas mudanças têm que ser trabalhadas no contexto do espírito da nação, que, no caso dos EUA, tem as seguintes qualidades: energia, engenhosidade, generosidade, boa fé prática, disposição para cooperar, e o sentido de que algo está faltando de suas vidas pessoais e nacional. E os defeitos são a idolatria de suas instituições, o fracasso em admitir que a auto-construção individual depende da solidariedade social, sua disposição para se relacionar pessoalmente pela média distância, sem os benefícios da solidão nem da companhia [Millor: chato é quem não te deixa sozinho nem te faz companhia], e sua falta de imaginação [dessa eu discordo totalmente: americano é criativo a ponto de ser doido, mesmo que isso não se manifeste politicamente].
Os EUA são a maior potência do mundo, mas está fora de sintonia com os debates do resto do planeta (ao contrário do que acontecia no século XIX, quando os grandes embates da Europa se irradiavam pelo mundo afora). Entretanto, os EUA são fundamentais para o futuro da esquerda porque a grande religião da humanidade atualmente é um ideal de humanidade que é mais forte nos EUA: é o ideal, encontrável em toda a cultura popular, do indivíduo que rompe com os constrangimentos de seu contexto social e constrói a si mesmo, não apenas do ponto de vista econômico, mas do ponto de vista da história de sua personalidade. O ser humano, portanto, deve preferir formas de convivência que diminuam o preço de servidão, exploração e baixeza que se deve pagar para viver em comunidade.
É esse ideal de humanidade que deve embasar a esquerda do futuro, mas isso coloca um problema: como os EUA, que mais do que ninguém se identificam com esses ideais, podem, ao mesmo tempo, não ter esquerda?
É porque esse ideal, nos EUA, é pervertido por alguns mitos:
1) O mito de que os EUA, na sua origem, descobriram a fórmula da boa sociedade, e que daí em diante as instituições não precisam mudar. Ora, os grandes momentos de dinamização dos EUA foram a Guerra de Independência, a Guerra Civil e a Grande Depressão/Segunda Guerra/New Deal. Esse fetishismo institucional impede que os EUA realizem o sonho que eles fizeram o mundo todo sonhar: a possibilidade do "little guy" (qualquer mané) ser senhor da própria vida, ideal que era bastante concreto no começo do século XIX, quando 9 em cada 10 homens brancos não tinham patrão.
2) O mito de que é possível ao indivíduo se construir e crescer sem depender da solidariedade social (o ideal de pequenos Napoleões que coroam a si mesmos). Daí vêm alguns problemas dos norte-americanos, como a preferência por um meio-termo entre a intimidade e o distanciamento, sua oscilação entre individualismo extremo e coletivismo extremo [fundamentalismo religioso?], e sua necessidade de negar qualquer demonstração de fragilidade e dependência.
Isso não quer dizer que os norte-americanos não tenham sido singularmente capazes de cooperar nas mais diferentes situações e (ver capítulos anteriores) serem bem-sucedidos de diferentes formas, com o livre-mercado tanto quanto com o dirigismo econômico da época da guerra.
O que falta é um equivalente do New Deal Rooseveltiano. E entre as coisas que impedem que isso aconteça está a herança da Guerra à Pobreza, do Lyndon Johnson, nos anos 60, que definiu a pobreza como um segmento demográfico específico. A segregação racial foi definida como o mal supremo, e as políticas de ação afirmativa alienaram muitos setores sociais que poderiam apoiar políticas de esquerda. E, para colaborar, a esquerda fez três besteiras:
1 - Tentar judicializar a política [imagino que se refira ao Roe vs. Wade, processo em que o aborto foi legalizado por decisão da suprema corte]
2 - Tentar impor a agenda modernista das minorias urbanas - em especial a legalização do aborto - ao conjunto da federação. A decisão sobre o aborto deveria ser deixada para os Estados, e as mulheres pobres que quisessem abortar, mas vivessem em Estados onde isso fosse proibido, deveriam poder contar com transporte gratuito para outros Estados.
3 - Aceitar a ortodoxia econômica, ao invés de usar o esforço fiscal necessário para propor novas alternativas econômicas [economizar o máximo para poder gastar em outras coisas, ver abaixo]
Houve quatro abordagens de combate da desigualdade racial: (a) a integração dos negros livres em posições subordinadas, mas seguras, do sistema - como pequenos burgueses, (b) o separatismo negro, uma palhaçada miserável [frase nossa] que, apesar do blábláblá, acaba levando ao mesmo isolacionismo subordinado do item anterior, (c) a ação afirmativa, que produziu ganhos importantes, mas separou as lideranças negras potenciais de sua base, gerou hostilidade dos trabalhadores brancos, e beneficiou muito pouco a "underclass" negra, que mais precisava de ajuda. Além disso, a opção preferida é (d) tratar o problema da raça pelo problema da classe, e resolver o da raça através do combate à pobreza (que tende a ser negra). Naturalmente, expressões claras de racismo devem ser criminalizadas de qualquer maneira.
Segue o núcleo do programa, o mesmo dos dois capítulos anteriores: imposto sobre consumo, alta taxação, alta taxa de poupança + aproximação com o investimento, uma série de agências promovendo a inovação organizacional e tecnológica e competindo entre si, etc., mas as medidas já expostas para fortalecer o trabalho. Especial atenção deve ser dada ao fortalecimento do setor voluntário da economia, tradicionalmente muito forte nos EUA, mas em declínio. Esse setor deve ser fortalecido com o direcionamento de parte das deduções fiscais de caridade para fundos de apoio aos necessitados (independentes do governo), bem como da idéia de que todo cidadão saudável deve participar da ajuda aos necessitados pessoalmente. E, finalmente, a política deve se tornar mais flexível, sem o culto exagerado da constituição, e com a possibilidade de plebiscitos para resolver impasses entre poderes (bem como outras formas de acelerar a mudança democrática).
Essas mudanças têm que ser trabalhadas no contexto do espírito da nação, que, no caso dos EUA, tem as seguintes qualidades: energia, engenhosidade, generosidade, boa fé prática, disposição para cooperar, e o sentido de que algo está faltando de suas vidas pessoais e nacional. E os defeitos são a idolatria de suas instituições, o fracasso em admitir que a auto-construção individual depende da solidariedade social, sua disposição para se relacionar pessoalmente pela média distância, sem os benefícios da solidão nem da companhia [Millor: chato é quem não te deixa sozinho nem te faz companhia], e sua falta de imaginação [dessa eu discordo totalmente: americano é criativo a ponto de ser doido, mesmo que isso não se manifeste politicamente].
Operação Navalha (2)
Vale a pena destacar o comentário do Zé sobre as cifras envolvidas na Operação Navalha:
"Para fazer a população pensar e exigir mais rigor na apuração dessa coisa toda, basta apresentar uma conta simples:1. Os 100 milhões arrecadados em um ano divididos por 12 meses = R$8.333.333,33 por mês.2. Os 8 milhões e quebrados, divididos por R$380,00 (salário mínimo) = 21.930 pessoas com 1 salário mínimo por mês durante um ano (claro, sem os encargos trabalhistas)... "
"Para fazer a população pensar e exigir mais rigor na apuração dessa coisa toda, basta apresentar uma conta simples:1. Os 100 milhões arrecadados em um ano divididos por 12 meses = R$8.333.333,33 por mês.2. Os 8 milhões e quebrados, divididos por R$380,00 (salário mínimo) = 21.930 pessoas com 1 salário mínimo por mês durante um ano (claro, sem os encargos trabalhistas)... "
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