Monday, October 30, 2006

Bolsa-Família em Nova Iorque

Aposto que não há um único jornal hoje que não tenha desenhado um mapa com os Estados brasileiros pintados de vermelho ou azul, segundo tenha ganho lá Lula ou Alckmin, e dizendo que nos Estados vermelhos, mais atrasados, coisas atrasadas como o Bolsa-Família ainda fazem sucesso. Pois vejam vocês que outro lugar atrasado vai adotar o Bolsa-Família (há uma tradução no Estadão hoje, mas eu não sou assinante). Start spreading the news...

2 comments:

fabio said...

10/10/2006 12:01h
NOVA YORK VAI ADOTAR O BOLSA-FAMÍLIA
Paulo Henrique Amorim

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, é um dos homens mais ricos do mundo. Ele fez a fortuna com um produto que ajuda as pessoas a ficarem ricas: é o serviço de informações econômicas que leva seu nome, “Bloomberg”. Ele se elegeu prefeito da cidade duas vezes, sem usar dinheiro público – torrou o próprio (clique aqui para ouvir).
Não há nada mais capitalista que Bloomberg.
Bloomberg, porém, é daqueles capitalistas espertos. Muito espertos. Que sabem que se o sistema capitalista for bom só para os ricos vai pro brejo.
Ele está preocupado com o número muito grande de pobres em Nova York. Por isso, resolveu fazer o quê?
Aplicar o “bolsa-família” em Nova York.
Segundo o colunista Bob Herbert, do New York Times, onde li a informação, a beleza do “bolsa-família” é que ele tem condicionalidades: a mãe só recebe o dinheiro se a criança for à escola e se submeter a tratamento médico.
Fiquei abismado com a informação: mas, não tem gente no Brasil que diz que o “bolsa-família” é o atraso, que não tem “saída”: quem entra nele não sai mais; que é anti-capitalista, porque é “assistencialista”?
O Michael Bloomberg, positivamente, não tem nada a aprender com os “capitalistas” brasileiros.
Ainda bem que Geraldo Alckmin disse e repetiu que não vai acabar com o “bolsa-família”, se for eleito.
Não pretende fazer como um governador do Rio, Moreira Franco, que se elegeu porque disse, entre outras coisas, que ia continuar com o Brizolão. E fez tudo para acabar.
Hoje, Moreira Franco é um político que tem a mesma propriedade do Jorge Bornhausen: faltam-lhe votos.
E todos os candidatos a governador do Rio, em 2006, no debate promovido pela TV Record, elogiaram o Brizolão...
Quem sabe o Bloomberg faz um Brizolão no Harlem?
Paulo Henrique Amorim, de Nova York, para o Conversa Afiada
http://conversa-afiada.ig.com.br/materias/394001-394500/394114/394114_1.html

Na Prática said...

Valeu, Fábio, vou até postar!